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Hospitais COVID ficaram longe da ruptura

Hospitais COVID ficaram longe da ruptura

Medicina Interna contribuiu para resposta rápida, organizada e competente

A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) realizou um inquérito a 85 diretores de serviço de Medicina Interna dos hospitais COVID para avaliar o envolvimento dos internistas no tratamento de doentes COVID-19 e atividade exercida com doentes não infetados.

Foram recebidas, até dia 29 de abril, 63 respostas de hospitais COVID o que corresponde a 74% do total.

Principais conclusões:

  1. Especialistas e Internos de Formação Específica de Medicina Interna integraram todas as Unidades de Internamento COVID dos hospitais do país.

  1. Nos hospitais a lotação de camas de enfermaria COVID disponíveis era de 1.963, verificando-se uma taxa de ocupação de 48,8%. Havia também 620 camas de Intensivos para doentes COVID, sendo a taxa de ocupação de 31,6%.

  1. Em 65% das Enfermarias COVID trabalharam em conjunto Especialistas de Medicina Interna e muitos outros Especialistas, enquanto em 35% a gestão foi integralmente assegurada por Internistas.

  1. Foram contabilizados 327 Especialistas de Medicina Interna e 248 Internos de Medicina Interna em dedicação exclusiva ao tratamento dos doentes COVID (nas enfermarias e nas Unidades Intensivas).

  1. Os Serviços de Medicina Interna asseguravam o tratamento em simultâneo a 3.157 doentes sem infeção COVID19.

Para João Araújo Correia, Presidente da SPMI “estes resultados demonstram as vantagens inegáveis de ter um SNS forte, com capacidade de resposta a um acontecimento inesperado, com a magnitude desta pandemia. De facto, as taxas de ocupação das enfermarias COVID (48,8%) ou dos Cuidados Intensivos COVID (31,6%), demonstram que ficamos muito longe da rutura”.

“Estamos convencidos, que o facto de Portugal ter a Medicina Interna como a especialidade base do Sistema de Saúde no Hospital (14% do total dos especialistas hospitalares), contribuiu para termos uma resposta rápida, organizada e competente”, concluiu.

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